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Toledot – por Matan Regev

11.03.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

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A nossa parashá conta sobre o casamento de Itschak e Rivka. O Tanach menciona muitos casamentos, porém a maneira como cada casal se casou é diferente da maneira de hoje. Os princípios continuaram os mesmos, porém os detalhes mudaram.

 O que hoje em dia é considerado a festa de noivado “irusin”, era chamado “messibat shiduchin”, porque o noivado – irusin – hoje em dia se faz debaixo da chupá. Porém na época da Guemará se fazia isso de uma outra forma, completamente diferente. Primeiro se fazia o irusin, que é a entrega do anel ou algum outro objeto valioso, junto com a frase “arei at mekudeshet li” e esperava-se um tempo longo, que normalmente era de um ano em que a noiva preparava todas as coisas que ela traria para a nova casa, o famoso enxoval, que era feito por ela propria. E o noivo neste tempo preparava toda a seudá, tudo que seria necessario para a festa de casamento, como comida, musica, lugar, etc… Normalmente o noivo e a noiva não se viam durante esta época e a noiva ficava na casa de seus pais. Somente após este tempo tinha o casamento, a festa e a refeição, e entao iam para sua casa, a nova casa do casal. E assim terminava a cerimônia do casamento.

Na época da Torá, anterior a esta, o processo era muito mais simples e muitos shiduchim eram combinados e fechados entre os pais do casal. Às vezes, meninas de 4 ou 5 anos somente já eram prometidas para certo menino. E muitas vezes tal processo era feito através de mensageiros. Por exemplo, como na nossa parashá o casamento de Itshak e Rivka.

Avraham mandou seu escravo Eliezer, com prata e ouro que ja perteciam a herança de Itshak, e disse a Eliezer todos os criterios de onde, como, de qual familia, escolher uma moca. E Eliezer fez a cerimonia de kidushin, ou seja, dar presentes e falar com os pais, e depois que os pais confirmaram com Rivka que ela concordava, disseram a Eliezer “sim ” esta feito o kidushin, sem mesmo Itshak ter visto Rivka. Os pais dela pediram a Eliezer que ela ficasse na casa deles para preparar tudo que antes dizemos que a moça preparava, porém Rivka decidiu que ela iria imediatamente para a casa de seu noivo. Quando Itshak viu Rivka tudo que ele tinha a fazer era somente levar ela para sua tenda (ohel), sua casa. Pois a etapa do kidushin Eliezer ja tinha feito em seu nome.

Atualmente quando escutamos como que era feito este processo, nos parece estranho.

Hoje, os tempos são outros, as pessoas mudaram, e assim tambem o processo do casamento é outro. Hoje fazemos tudo: irusin, kidushin, chupa, tudo de uma só vez.

Hoje nós queremos conhecer o melhor possivel a pessoa com a qual escolhemos casar. Nos encontramos varias vezes, pedimos informações, e tentamos conhecer a alma da pessoa antes de decidir se casar.

 O casamento entre o homem e a mulher, pode ser comparado, segundo o Midrash, com a ligação entre D’s e o povo de Israel. Existem três caminhos para se construir a ligação com D’s. Um caminho é o ensinado de pai para filho. Os pais constroem a base da casa e assim quando a crianca nasce ela automaticamente se acostuma a cumprir mitzvot e seguir a Torá. Ou seja, é como imposto pelos pais a ligação que a criança constrói com D’s, assim como o casamento combinado pelos pais. O segundo caminho é feito através de um mensageiro, a pessoa trabalha e através do dinheiro que ela ganha, ela suporta um estudioso que estude Torá por ela, e assim ela faz a ligação dela com D’s. Como foi feito no casamento de Itshak, que foi atraves de um mensageiro. O terceiro caminho é quando a própria pessoa estuda bastante a Torá, procura conhecer D’s de perto e só entao ela começa a cumprir as mitzvot por amor a D’s. Este último é como hoje em dia, nós conhecemos a nossa metade o máximo que pudemos para só então decidirmos casar. Cada pessoa tem o direito e pode escolher o seu caminho, porém é importante que todos nós saibamos que, sendo qual for o caminho que escolhermos, ao final o objetivo será chegar a ligação com D’s.

Que D’s ilumine a nossa caminhada!!

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