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“Sionismo é racismo”

06.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Sionismo é racismo”  

FATO

Em 1975, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou uma resolução que difamava o sionismo, igualando-o ao racismo. Em inspirada resposta à resolução, o embaixador de Israel na ONU, Chaim Herzog, ironizou que tal votação ocorria exatamente 37 anos após a Kristallnacht.

O sionismo é o movimento nacional de libertação que prega que os judeus, assim como qualquer outra nação, têm direito a uma pátria. A história tem demonstrado a necessidade de garantir a segurança dos judeus por intermédio da existência de uma pátria. O sionismo reconhece que a condição judaica é definida por uma origem, religião, cultura e história em comum. A concretização do sonho sionista é exemplificada por mais de cinco milhões de judeus, provenientes de mais de cem países, que são cidadãos israelenses.

A Lei do Retorno a Israel garante cidadania automática aos judeus, mas os não-judeus também têm o direito de ser cidadãos israelenses, conforme procedimentos de naturalização semelhantes aos existentes nos demais países. Muita gente não sabe, mas cerca de um milhão de muçulmanos e cristãos árabes, drusos, bahais, circassianos e outros grupos étnicos também são representados na população de Israel. A presença, em Israel, de milhares de judeus de pele escura provenientes da Etiópia, do Iêmen e da Índia é a melhor refutação à calúnia contra o sionismo. Numa série de pontes aéreas históricas, denominadas Moisés (1984), Josué (1985) e Salomão (1991), Israel resgatou quase 42 mil membros da antiga comunidade judaica etíope.

O sionismo não discrimina. O caráter aberto e democrático de Israel, bem como a sua escrupulosa proteção dos direitos religiosos e políticos de cristãos e muçulmanos, rebate a acusação de exclusividade. Além do mais, qualquer pessoa – judeu ou não-judeu, israelense, americano ou saudita; negro, branco, amarelo ou vermelho – pode ser um sionista. Já os países árabes definem a cidadania estritamente por parentesco nativo. É quase impossível se tornar um cidadão naturalizado em muitos países, como Argélia, Arábia Saudita e Kuwait.

Várias nações árabes têm leis para facilitar a naturalização de árabes estrangeiros, à exceção específica dos palestinos. A Jordânia instituiu a sua própria “lei do retorno” em 1954, concedendo cidadania a todos os ex residentes da Palestina, exceto para os judeus.21 Condenar a autodeterminação judaica é, no fim das contas, uma forma de racismo. Em 1968, quando abordado por um estudante de Harvard que atacou o sionismo, Martin Luther King respondeu: “Quando as pessoas criticam os sionistas, elas se referem aos judeus. Você está falando de anti-semitismo”.

A resolução da ONU de 1975 fazia parte da campanha anti-Israel de soviéticos e árabes da Guerra Fria. Quase todos defensores não-árabes da resolução acabaram por se desculpar e mudaram de atitude. Quando a Assembléia Geral votou pela revogação da resolução em 1991, só alguns países árabes e muçulmanos – ao lado de Cuba, da Coréia do Norte e do Vietnã – se opuseram.

Ao escrever após a revelação da “Operação Moisés”, William

Safire declarou: “Pela primeira vez na história, milhares de

negros estão sendo levados a um país não em correntes, mas

com dignidade; não como escravos, mas como cidadãos”.

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