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Shemot – por Rav Netanel Tzippel

11.03.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

BS”D

Na tradução de Yonatan (tradução da Torá para o aramaico – datado da época dos sábios da Mishná) se fala sobre outro sonho que o Faraó teve. Neste sonho o faraó viu uma grande balança que tinha em um de seus pratos toda terra do Egito, no outro havia um pequeno cabrito. O mais interessante era que este pequeno cabrito pesava muito mais que toda a terra do Egito. O Faraó acordou assustado por causa deste sonho estranho. Como pode ser que um pequeno cabrito pese mais que a terra do Egito? Ele convocou imediatamente a todos os seus sábios conselheiros e lhes contou o sonho. Yanis e Yambris – que eram os líderes dos magos do Egito, decifraram o sonho – nasceria um menino do povo de Israel que através de suas mãos viria a destruição do Egito. Então, quando o Faraó escutou isto, emitiu a famosa ordem de atirar todos os meninos hebreus que nascessem no Rio Nilo, na esperança de conseguir com isso matar este menino que destruiria o Egito. A guemará nos dá outro motivo para o decreto do Faraó, nesta explicação, seus conselheiros chegaram a conclusão que o líder que salvaria o povo de Israel seria punido por causa de algo ligado a águas. Então ele decidiu atirar todos os bebês no rio.

O Gaon Rabi Yaakov Ysrael Kanievski ZT”L, escreveu em seu livro “Birkat Peretz” que desta parashá pode-se estudar uma mensagem ética muito importante. Pois na continuação da parashá, a nossa sagrada Torá nos narra o nascimento de Moshê Rabeinu e após três meses que sua mãe o manteve escondido, ela se viu obrigada a pô-lo numa pequena arca à beira do Rio Nilo, já que não havia mais a possibilidade de esconder o neném. Neste ponto, justo Batya – a filha do perverso Faraó – se fez uma envia da de D’us para salvar Moshê. Não foi somente sua salvação que ela trouxe, ela também foi a responsável pela criação e seu crescimento dentro de sua casa – que era a mesma casa do Faraó! Aprendemos, então, que justo aquele terrível decreto contra a vida das crianças de Israel, foi a causa de Moshê ser encontrado pela filha do Faraó e consequentemente ser salvo.

Isto nos ensina uma importante regra em nossas vidas, não importa o que os humanos querem ou fazem.

A atitude humana e sua inteligência, não conseguem mover mesmo a distância de um fio de cabelo um decreto Divino. Se foi decretado que Moshê salvaria o povo de Israel, mesmo que todos os recém nascidos fossem atirados ao Nilo, Moshê seria salvo – e da forma mais improvável e ilógica.

A única forma de mudar um decreto Divino e anulá-lo totalmente é a força da Tefilá, a reza. De acordo com que nos ensinaram nossos sábios, a reza que sai do fundo do coração como uma expressão verdadeira de amor a D’us, sem nenhum intermediário ou barreira, pode mudar maus decretos e transformá-los em bençãos sem fim.

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