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“Os sionistas poderiam ter escolhido outro país…”

06.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Os sionistas poderiam ter escolhido outro país que não a Palestina”

FATO

No fim do século XIX, o surgimento do anti-semitismo religioso e racista levou ao ressurgimento de pogroms (matança de judeus) na Rússia e Europa Oriental, destruindo promessas de igualdade e tolerância. Isso estimulou a imigração judaica da Europa para a Palestina. Na ocasião, muitos judeus chegaram à Palestina, vindos do Iêmen, do Marrocos, do Iraque e da Turquia.

Esses desconheciam as idéias sionistas de Theodor Herzl26a e nem sabiam dos pogroms europeus, mas estavam motivados pelo sonho secular do “regresso a Sion” e pelo medo da intolerância. Quando souberam que os portões da Palestina estavam abertos, enfrentaram as dificuldades da viagem e foram para Israel.

O ideal sionista de um retorno a Israel tem profundas raízes religiosas. Muitas orações judaicas falam de Jerusalém, de Sion e da Terra de Israel. O preceito de não esquecer Jerusalém, local do Templo, é um princípio fundamental do judaísmo. O idioma hebraico, a Torá, as leis do Talmud, o calendário judaico, e todos os feriados e festivais judaicos se originaram em Israel e giram em torno das estações e condições climáticas. Os judeus rezam em direção a Jerusalém e recitam as palavras “ano que vem em Jerusalém” a cada Pessach (Páscoa judaica). A religião, cultura e história judaicas deixam claro que uma nação judaica só pode ser construída na Terra de Israel.

Em 1897, líderes judeus organizaram formalmente o movimento político sionista, que defendia a restauração do lar nacional judaico na Palestina, onde os judeus poderiam encontrar refúgio e autodeterminação e trabalhar pelo renascimento de sua civilização e cultura.

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