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Os sionistas eram instrumentos colonialistas

07.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Os sionistas eram instrumentos colonialistas do imperialismo ocidental”.

 

FATO

“Colonialismo significa viver da exploração de outros”, escreveu Yehoshofat Harkabi. “Mas o que poderia estar mais distante do colonialismo do que o idealismo de judeus das cidades que lutam para se tornar camponeses e operários e viver do seu próprio trabalho?”

Além disso, como destacou o historiador britânico Paul Johnson, os sionistas dificilmente poderiam ser instrumentos dos imperialistas, dada a oposição geral das potências à sua causa. “Em todo o Ocidente, os escritórios para assuntos exteriores, ministérios da defesa e as grandes empresas eram contra os sionistas”.

O emir Faissal também via o movimento sionista como um parceiro do movimento nacionalista árabe na luta contra o imperialismo, como explicou numa carta a Felix Frankfurter, professor de direito de Harvard e futuro membro da Suprema Corte de Justiça, em 3 de março de 1919, um dia depois que Chaim Weizmann apresentou o caso sionista na conferência de Paris:

“Os árabes, especialmente os educados entre nós, vêem o movimento sionista com a mais profunda simpatia (…) Desejaremos aos judeus um caloroso ‘bem-vindos ao lar’ (…) Estamos trabalhando juntos por um Oriente Médio reformulado e reviso e nossos dois movimentos se complementam. O movimento judaico é nacionalista, e não imperialista. E há espaço na Síria para nós dois. De fato, penso que um não pode alcançar o verdadeiro sucesso sem o outro”

Os nossos não vêm aqui como colonizadores do Ocidente, com

o objetivo de ter nativos trabalhando por eles; eles colocam seus

ombros para arar e despendem sua força e seu sangue para fazer

a terra frutificar. Mas não é só para nós que desejamos essa

fertilidade. Os camponeses judeus começaram a ensinar a seus

irmãos, os camponeses árabes, a cultivar a terra de maneira mais

intensiva; desejamos ensiná-los ainda mais: queremos cultivar a

terra junto com eles: servi-la, como se diz em hebraico. Quanto

mais fértil se tornar esse solo, mais espaço haverá para nós e para

eles. Não temos qualquer desejo de despojá-los: queremos viver

com eles. Não queremos dominá-los: queremos servir com eles…”.

 Martin Buber

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