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Os britânicos prometeram aos árabes a independência da Palestina

07.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Os britânicos prometeram aos árabes a independência da Palestina na correspondência entre Hussein e MacMahon”.

FATO

A figura central do movimento nacionalista árabe à época da Primeira Guerra Mundial era Hussein ibn‘ Ali, indicado pelo Comitê Turco de União e Progresso como xerife de Meca em 1908. Como xerife, Hussein era o responsável pela custódia dos santuários do Islã em Hejaz e, conseqüentemente, reconhecido como um dos líderes espirituais dos muçulmanos. Em julho de 1915, Hussein enviou uma carta a sir Henry MacMahon, o alto-comissário para o Egito, informando-lhe dos termos da participação árabe na guerra contra os turcos. As cartas entre Hussein e MacMahon que se seguiram delineavam as áreas que a Grã-Bretanha estava pronta a ceder aos árabes. A correspondência entre ambos deixou notadamente de mencionar a Palestina. Os britânicos argumentaram que a omissão havia sido intencional, justificando assim a recusa a conceder aos árabes a independência na Palestina após a guerra. MacMahon explicou: “Sinto que é meu dever declarar – e o faço de maneira definitiva e enfática – que não pretendi dar garantias ao rei Hussein de incluir a Palestina na área para a qual foi prometida a independência árabe. Também tive todas as razões para crer, neste momento, que o fato de a Palestina não estar incluída em minha promessa foi bem entendido pelo rei Hussein”. Apesar disso, os árabes sustentam desde então que as cartas constituíram uma promessa de independência para seus países.

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