• Twitter
  • Facebook
Home \ Conflito \ “Os britânicos ajudaram os judeus…”

“Os britânicos ajudaram os judeus…”

06.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Os britânicos ajudaram os judeus a desalojar a população árabe nativa da Palestina”.

 

FATO

Herbert Samuel, judeu inglês e primeiro alto-comissário da Palestina, impôs restrições à imigração judaica “em favor dos ‘interesses da população presente’ e da ‘capacidade de absorção’ do país”.1 Considerou-se que a chegada de colonos judeus forçava os felahin (camponeses) árabes a sair de sua terra. Isso foi numa época em que menos de um milhão de pessoas vivia na área que atualmente tem mais de nove milhões de habitantes.

Os britânicos, na verdade, fizeram a partilha do território, limitando a imigração. Em 1921, Winston Churchill, futuro primeiro-ministro, separou quase 80% da Palestina – mais ou menos 56.300 km2 – para criar uma entidade árabe, a Transjordânia. Como prêmio de consolação por Hejaz e Arábia (que compõem hoje, juntos, a Arábia Saudita) terem sido entregues à família Saud, Churchill recompensou Abdula, filho do rei Hussein, por sua contribuição na guerra contra a Turquia, nomeando-o emir da Transjordânia.

Os britânicos foram mais longe e impuseram restrições às compras de terra por judeus no que restou da Palestina, contradizendo o estipulado no Mandato (Artigo 6): “… a administração de Palestina (…) deve encorajar, em cooperação com a Agência Judaica (…), o assentamento de judeus na terra, incluindo áreas estatais e desabitadas que não foram adquiridas para fins públicos”. Por volta de 1949, os britânicos haviam loteado 354 km2 do total de 759 km de terras cultiváveis entre os árabes, destinando apenas 17 km2 aos judeus.

Finalmente, os britânicos aceitaram o argumento de que a capacidade de absorção do país fora subestimada. A Comissão Peel afirmou: “A forte imigração entre 1933 e 1936 parece mostrar que os judeus têm sido capazes de aumentar a capacidade de absorção do país”.

Comentários fechados.