• Twitter
  • Facebook
Home \ Conflito \ Os árabes estavam preparados para aceitar Israel depois da guerra de 1948

Os árabes estavam preparados para aceitar Israel depois da guerra de 1948

15.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO:

“Os governos árabes estavam preparados para aceitar Israel depois da guerra de 1948”.

FATO

No outono de 1948, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou Israel e os países árabes para negociar acordos de paz. Graças à insistência do mediador da ONU, Ralph Bunche, nas conversações bilaterais diretas entre Israel e cada país árabe, os acordos entre Israel e Egito, Jordânia, Líbano e Síria foram concluídos no verão de 1949. O Iraque, que também lutou contra Israel, recusou-se a seguir o exemplo.

Entretanto, em 11 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral adotou uma resolução que convocava as partes a negociar a paz e criar uma Comissão de Conciliação para a Palestina (PCC – Palestine Conciliation Commission),

composta por Estados Unidos, França e Turquia. Todas as delegações árabes votaram contra.

Depois de 1949, os árabes insistiram para que Israel aceitasse as fronteiras da resolução da partilha de 1947 e repatriasse os refugiados palestinos antes de negociarem um fim para a guerra que haviam iniciado. Essa era uma abordagem insólita que usariam depois de seguidas derrotas: a doutrina da guerra de responsabilidade limitada. Conforme essa teoria, os agressores podem rejeitar um acordo e apostar tudo na guerra com a cômoda certeza de que, mesmo que fracassem, podem insistir no restabelecimento do status quo anterior.

Comentários fechados.