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“Os árabes estavam dispostos a um acordo …”

06.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“Os árabes estavam dispostos a um acordo para evitar o derramamento de sangue”.

FATO

Com a proximidade da votação da partilha, ficou claro que havia pouca esperança de solução para um problema que transcendia a política: a falta de interesse dos árabes em aceitar um Estado judeu na Palestina e a recusa dos sionistas a aceitar menos do que isso. A inflexibilidade dos árabes ficou evidente quando os representantes da Agência Judaica, David Horowitz e Abba Eban, fizeram um último esforço para alcançar o acordo num encontro com o secretário da Liga Árabe, Azzam Pasha, em 16 de setembro de 1947. Pasha lhes disse bruscamente:

“O mundo árabe não está disposto a um acordo. É provável, senhor Horowitz, que o seu plano seja racional e lógico, mas o destino das nações não é decidido pela lógica racional. Nações jamais concedem; elas lutam. Vocês nada conseguirão por meios pacíficos ou acordos. Vocês talvez consigam algo, mas somente pela força das suas armas. Tentaremos derrotá-los. Não estou certo de que seremos bem-sucedidos, mas tentaremos. Fomos capazes de expulsar os cruzados, mas, por outro lado, perdemos a Espanha e a Pérsia. Pode ser que percamos a Palestina. No entanto, é tarde demais para soluções pacíficas”.

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