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O Mufti não era antissemita

07.02.11  |   Conflito  |  Marcella Becker

MITO

“O Mufti não era antissemita”.

FATO

Em 1941, Haj Amin al-Husseini voou para a Alemanha e reuniu-se com Hitler, Heinrich Himmler, Joachim Von Ribbentrop e outros líderes nazistas. Ele quis persuadi-los a estender o programa antijudaico dos nazistas ao mundo árabe. O Mufti enviou a Hitler 15 esboços de declarações que ele queria que Alemanha e Itália fizessem no tocante ao Oriente Médio. Uma delas pedia que os dois países declarassem a ilegalidade do Lar Judaico na Palestina. Além disso, que “concordassem com o direito da Palestina e demais países árabes de dar uma solução ao problema dos elementos judeus em seus países, conforme os interesses dos árabes e pelo mesmo método com o qual a questão está sendo implementada agora nos países do Eixo”. Em novembro de 1941, o Mufti reuniu-se com Hitler, que lhe disse que os judeus eram seus piores inimigos. No entanto, o ditador nazista refutou os pedidos do Mufti por uma declaração de apoio aos árabes, dizendo-lhe que o momento não era propício. O Mufti agradeceu-lhe “pela simpatia que ele sempre demonstrou pelos árabes e especialmente pela causa palestina, para a qual sempre deu clara expressão em seus discursos (…) Os árabes eram amigos naturais da Alemanha porque tinham os mesmos inimigos, a saber (…) os judeus”. Hitler respondeu: “A Alemanha está numa guerra incondicional contra os judeus. Isso inclui naturalmente uma oposição ativa ao Lar Nacional Judaico na Palestina (…) A Alemanha forneceria ajuda positiva e prática aos árabes engajados na mesma luta (…) O objetivo da Alemanha [é]… tão somente a destruição do elemento judeu residente na esfera árabe (…) Nessa hora o Mufti seria o porta voz mais autorizado para o mundo árabe”. O Mufti agradeceu a deferência de Hitler. Em 1945, a Iugoslávia procurou indiciar o Mufti como criminoso de guerra por sua participação no recrutamento de 20 mil voluntários muçulmanos para as SS que participaram do assassinato de judeus na Croácia e na Hungria. Todavia, ele escapou da prisão francesa em 1946 e prosseguiu sua luta contra os judeus do Cairo e, mais tarde, de Beirute. O Mufit morreu em 1974.

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