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O LADRÃO GANACIOSO

04.01.11  |   TORÁzinha  |  Marcella Becker

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Era uma vez um rico mercador que chegou a uma cidade estranha para comprar mercadoria. Levara uma grande quantia em moedas de ouro. Ao chegar à melhor hospedaria da cidade, deixou seu cavalo e carruagem a cargo do menino do estábulo e pegou para si um bom quarto. Soube então que a feira só começaria em alguns dias.

Já que era estranho na cidade e não conhecia ninguém, pensou no que fazer com seu dinheiro neste meio tempo. Depois de pensar muito, decidiu esconde-lo no estábulo, onde deixara o cavalo. Dizendo que iria alimentar e tratar do seu cavalo, entrou no estábulo e quando achou que não havia ninguém por perto, silenciosamente escondeu o dinheiro.

Depois de um dia, esgueirou-se de noite para o estábulo para verificar se o seu ouro escondido estava em ordem. Para seu horror e desalento, achou o buraco vazio!

O que fazer agora? Estava certo de que o culpado devia ser o dono da estalagem. Talvez costumasse ser uma pessoa honesta, mas ao ver aquele ouro, fora tentação demais para ele! Mas como poderia acusá-lo sem provas? E quem acreditaria em sua acusação, sendo ele um estranho e o dono tendo a reputação de honesto?

Após muito pensar, se aproximou do estalajadeiro dizendo-lhe que precisava de um grande favor. Queria pedir-lhe um conselho em particular. O dono levou-o a uma sala e contou-lhe seu problema.

“Meu amigo” o disse. “Sou um estranho na cidade e não sei o que fazer. Vim para cá a negócios. Quero comprar mercadorias na feira. Mas como o senhor me disse que a feira só começaria dentro de alguns dias, resolvi esconder apenas uma pequena parte do meu dinheiro, sem estar certo se aquela era a coisa certa a fazer. Meu problema é: Devo colocar o restante do dinheiro no mesmo lugar ou seguir o ditado que diz: “Não ponha todos seus ovos em uma única cesta” e procurar um esconderijo diferente? Mas não saberia onde; portanto o que me aconselha a fazer?

O estalajadeiro fingiu que estava pensando seriamente no assunto. Depois de um tempo respondeu lentamente. “Acho que você deve ter pensado muito antes de esconder seu dinheiro, portanto já que decidiu que o esconderijo era seguro para parte do seu dinheiro, deveria colocar o restante lá também, pois como pode saber que outro lugar seria mais seguro?”

“Muito obrigado por seu conselho” disse o mercador. “Agora posso ir para a cama, bem mais tranqüilo. Mas vou esperar até amanhã para me certificar que estou fazendo a coisa certa”.

Quando o estalajadeiro ficou só, deu um alegre sorriso. “Como é idiota este mercador! Um bobo e seu dinheiro logo se separam” pensou. “Se está destinado a perder seu dinheiro, bem que este pode vir para mim. Posso aproveitá-lo bem”.

Naquela noite, quando todos dormiam, o estalajadeiro esgueirou-se para o estábulo e devolveu o dinheiro que havia tirado. Seus olhos brilhavam de ganância ao ver o monte de moedas de ouro. Mal podia conter sua impaciência de por as mãos em toda a riqueza do tolo mercador.

Na noite anterior à feira, o ganancioso estalajadeiro correu para o estábulo para pegar o dinheiro escondido e encontrou um bilhete em grandes letras pretas: NÃO ROUBE!

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