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Nosso povo

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Nosso povo tem sofrido perseguições e exílios que se avaliados à ótica da razão, não teriam deixado nenhum sobrevivente. A sobrevivência do Povo Judeu é literalmente um milagre Divino.

Alguns povos ou culturas nos perseguiram com o intuito de nos aniquilar fisicamente, outros, queriam nos destruir espiritualmente. Mas, afinal, porque esta obsseção conosco? Porque querem nos eliminar do mapa?

A judeofobia nasceu com os Avot e está destinada a seguir junto ao Povo até a Época de Mashiach. Porque tudo o que aconteceu aos Patriarcas se reflete em nós, a história deles é também a nossa história.

“E engrandeceu-se o homem e foi crescendo mais e mais (nos bens) até que se tornou muito grande. E teve ele posse de rebanho e posse de gado e grande lavoura, e invejaram-no os Filisteus. E todos os poços que cavaram os servos de seu pai, nos dias de Avraham, seu pai, os fecharam os Filisteus, e encheram-no de pó. E disse Abimélech a Itzhack: Afasta-te de nós porque ficaste poderoso, muito mais do que nós” (Parashá Toldot).

Este trecho da Torá diz respeito a Itzhack Avinu e para muitos é o primeiro e mais flagrante caso de judeofobia. Itzhack era uma pessoa passiva e pacífica que nunca brigou ou fez mal a ninguém, muito menos chegou ensinando novas doutrinas, e mesmo assim, Itzhack foi o primeiro a ouvir o discurso padrão da judeofobia, que seria repetido várias vezes no decorrer da história.

Egito, Inquisição, perseguições, Intifadas, Holocausto… Variações do mesmo tema sem sair do tom.

A judeofobia que corre o mundo há décadas é um fenômeno único e completamente inexplicável. Porque este ódio injustificado não é nem de longe parecido com o ódio descrito no dicionário (“raiva, rancor, repugnância, aversão” – Houaiss) ou com o ódio a outros povos e culturas. Este ódio é um desejo de aniquilar o outro, de matá-lo com o intuito irracional de “livrar o mundo dos judeus”. E estes não são poucos e se renovam a cada geração.

Nos dias atuais, a judeofobia se travestiu de antisionismo. O que dá na mesma. A partir do momento em que o mundo questiona a existência de um país, isto já caracteriza sua repulsa por ele. E por seus habitantes, é óbvio. Acontece que hoje as pessoas parecem ter diante de si um véu que as impede de ver o aumento do ódio aos judeus, desta irracionalidade. Vivemos uma época conhecida como Holocausto Branco (ou Holocausto Espiritual), e que por mais incrível que isto possa parecer, este fenômeno tem sido mais eficiente em destruir os judeus que o próprio Holocausto. As pessoas acham ‘careta’ a religião, se assimilaram às culturas dos países em que moram a ponto de se tornarem um deles. Uma geração assiste de braços cruzados seus descendentes casando com não judeus e nada fazem. Será que não percebem que a pergunta hoje mudou de ”quem é seu avô” para “quem são seus netos”?

Lembro da cena do filme “The Believer” (Tolerância Zero) em que o protagonista – um bachur yeshivá que se revolta e se torna um nazista (o filme é baseado em fatos reais, sendo que na vida real, o menino se transforma em skinhead) começa uma palestra para um grupo nazista recitando o “Shemá Israel”. Diante dos olhares curiosos, ele emenda e pergunta se a platéia sabe o que aquilo significa. E ele mesmo responde ser a maior declaração de fé do Povo Judeu. Diante da platéia incrédula ele diz uma grande verdade. Olhando para seus interlocutores, o protagonista fala: “Vocês querem acabar com os judeus? Abram seus braços, abram suas portas. Vocês só acabarão com os judeus através da assimilação”.

Bem, nosso povo tem passado por provações que jamais podem ser esquecidas, como ficou cunhado após a Segunda Guerra Mundial: ‘Nunca Mais’. E para isso, devemos falar a respeito, ensinar, fazer com que os judeus tenham orgulho de sua religião, de sua história.

Marcella Becker Warszawski

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