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Mishpatim – por Rav Netanel Tzippel

11.03.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

BS”D 

Quando Moshe Rabeinu sobe no Monte Sinai ao encontro de D’us para receber as primeiras tábuas da lei e trazê-las ao povo judeu, Aharon e os Leviim ficaram para trás e não entraram na neblina… Na continuação, a Torá nos conta que os filhos de Aharon, Nadav e Avihu, juntos com os anciãos espiaram, pois queriam ver a aparição Divina. Assim a Torá descreve o que foi visto: “… abaixo de Seus pés havia algo como se fosse feito de um tijolo de safira” e o Rashi explica: “Este (tijolo) estava diante Dele durante a época da escravidão para lembrar-se do sofrimento do povo de Israel que trabalhava na fabricação de tijolos”. Estudando de forma literal, estão se referindo a um tijolo que ficava em baixo do trono Divino para lembrá-Lo, todo o tempo, que o povo de Israel era escravo no Egito.

Nas explicações escritas pelos rabinos da ética (Baalei Hamussar), lemos que as virtudes Divinas que constam na Torá e a conduta de D’us neste mundo, têm o objetivo de ensinar aos seres humanos como seguir Seus caminhos. Da mesma forma, através deste versículo, a Torá vem nos ensinar que devemos ser empáticos e ter parte no sofrimento dos outros, assim como em suas alegrias. “Carregar o fardo junto com seu próximo” assim definiram nossos sábios – a virtude de verdadeira empatia com o próximo nos momentos de sofrimento é muito elevada. Para que nós tenhamos uma pequena noção do valor desta importante virtude, a Torá nos conta sobre a conduta de D’us quanto a Sua empatia diante ao sofrimento do povo de Israel, ao ponto do tijolo de safira estar diante Dele, fazendo-O recordar a servidão do povo de Israel no Egito, a cada momento.

Uma pessoa que realmente quer sentir o sofrimento de seu próximo e ajudá-lo, deve deixar seus olhos e coração refletirem sobre este sofrimento. Se interessar e buscar saber detalhes do problema, assim se envolver cada vez mais. O mesmo processo é válido para momentos de alegria de seu próximo. Quando um amigo vai a uma celebração e o cumprimenta com um “Mazal Tov” – pode-se sentir se realmente ele está desejando de todo seu coração que o festejante tenha um “bom destino” junto com seus familiares, ou se somente este cumprimento está saindo da boca para fora para “cumprir com mais esta obrigação”.

Conta-se sobre o famoso Tzadik de Jerusalém, Rabi Arie Levin Zatza”l, que certa vez sua esposa estava com dor na perna a ponto de não conseguir mais andar até o consultório de seu médico. O Rav, que dedicava todo o seu tempo ao estudo da Torá e às mitzvot, foi junto a sua esposa ao médico. Quando chegou a vez dela ser atendida, o médico lhes perguntou em que poderia ajudar, e a resposta do Rav Arie foi: “A nossa perna está doendo…”. Este é um exemplo singular de uma pessoa que está “carregando o fardo” junto com seu próximo ao ponto de sentir a dor na perna de sua esposa como sendo sua própria dor.

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