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Ma´asê

11.03.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

BS”D 

A Torá nos conta que as tribos de Reuven e Gad possuíam um grande gado. Por isso pediram á Moshé, que na divisão das terras de Eretz Israel, lhes fossem dadas as terras que se encontravam do outro lado do rio Jordão, antes de atravessá-lo, pois lá havia grandes campos que seriam muito bom para o pastoreio de ovelhas.

Ao ouvir isto, Moshé se sentiu indignado: “seus irmãos irão à guerra e vocês ficarão aqui?” esse pedido vindo de duas tribos fortes como Reuven e Gad, poderia desestimular o povo de Israel, de conquistar Eretz Israel.

“Vocês estão repetindo o pecado dos espiões! Assim como eles, vocês desestimulam Bnei Israel de conquistar Eretz Israel!”.

Mas o que mais motivou a discussão, foi o argumento das tribos. Os delegados de Reuven e Gad contestaram dizendo: “Nos não ficaremos aqui enquanto Bnei Israel lutam contra os cananeus. Currais edificaremos para nosso gado aqui e cidades para nossas crianças. Ouvindo isso Moshé retrucou, “Edificai cidades para vós e vossas crianças e currais para vosso gado”

Após chamar a atenção dos filhos de Gad e Reuven, eles se comprometeram a acompanhar o povo durante 14 anos: sete anos de conquista e sete anos de estabelecimento.

Rashi faz a seguinte observação: “Zelavam pelos seus bens mais do que seus filhos e filhas, pois antecederam o gado aos filhos. Disse-lhes Moshé: Não invertam os valores: façam do principal, o principal e do secundário, o secundário; saibam o que é prioritário. Primeiramente construam cidades para seus filhos e depois preocupem-se com o gado”. Os filhos de Gad e filhos de Reuven concordam com Moshé e dizem:”Faremos como o senhor(Moshé) nos está dizendo: nossos filhos, nossas esposas, nosso gado e etc.”.

Infelizmente, muitas vezes acabamos caindo nesse erro, e damos maior valor e prioridade ao material, sacrificando assim, a educação de nossos filhos e nos desligando de nosso ambiente familiar, pois estamos fixados em buscas de bens materiais e com isso abrindo mão da oportunidade e da obrigatoriedade em darmos uma educação judaica a nossos filhos.

Os pais devem garantir o futuro de seus descendentes, afim de garantir a continuidade das nossas milenares tradições.

Um menino, com voz tímida e os olhos brilhantes de admiração, pergunta ao pai quando o mesmo retorna do trabalho:

-Papai, quanto o senhor ganha por hora?

O pai, sem paciência, responde:

-Escuta aqui, meu filho, não é problema seu! Não amole, estou muito cansado!

Mas o filho continua:

-Mas, papai, por favor! Me responda, quanto o senhor ganha por hora?

Um pouco mais calmo, o pai, respondeu:

-Três reais por hora.

-Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?

O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:

-Então é isso! Você é um interesseiro.

Me deixa em paz!

Já era noite quando o pai começou a pensar no que tinha ocorrido e sentiu-se culpado. Talvez o filho estivesse precisando comprar algo. Querendo talvez minimizar o que fez, foi até o quarto do filho, e em voz baixa, perguntou:

-Filho, tá dormindo?

-Não, papai – respondeu o menino.

-Olha aqui, está o dinheiro que me pediu, um real.

-Muito obrigado, papai – levantando-se e pegando mais dois reais de uma caixinha que estava sob sua cama.

-Agora, completei papai. Três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo?

SERÁ QUE ESTAMOS INVESTINDO SUFICIENTEMENTE NA DEDICAÇÃO E EDUCAÇÃO QUE DEVEMOS DAR A NOSSOS FILHOS?

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