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Ma´sê – por Michel Klein

28.02.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

BS”D

No início desta Parashá Moshé relembra o caminho que Am Israel percorreu no deserto. Ao descrever a parada do povo no monte Hor, Moshé volta à morte de Aharon, como diz o Passuk: “E Aarão, o sacerdote, subiu ao monte Hor… e morreu ali… E o Cananeu, rei de Arad…ouviu que os filhos de Israel haviam chegado.” (Bamidbar 33,38). Sobre este episódio, nossos sábios nos ensinam que Cananeu, rei de Arad, se tratava de Amalek. A Guemará, no tratado de Taanit (9a), nos explica que o que foi ouvido por Amalek sobre o Povo de Israel foi que assim que Aharon faleceu as nuvens que os protegiam, Ananei Hakavod, desapareceram, ensinando que as nuvens existiam por mérito de Aharon.

Quando a Torá nos conta o episódio do bezerro de ouro, nossos sábios nos explicam que Aharon não contrariou de forma incisiva a iniciativa do Povo, e sim, tentou retardar sua execução, para que desse tempo de Moshé descer do Monte Sinai. Sua intenção foi boa, porém o ato, inadequado.

Amalek, sabendo que as nuvens existiam pelo mérito de Aharon, concluiu que, no pecado do bezerro de ouro, a intenção de Aharon teria sido mais importante que seu ato, caso contrário ele não teria este mérito. Ainda seguindo este raciocínio, Amalek deduz que quando Yitzchak abençoou Yaakov achando que era Essav, a intenção teria sido mais importante, e a bênção recairia realmente sobre Essav. Sendo Amalek descendente de Essav, eles teriam a possibilidade de vencer Am Israel e por isso enfrentaram nosso povo.

Sabemos como termina esta história, Israel vence a guerra, como relata o passuk: “E o Eterno ouviu a voz de Israel, e entregou o Cananeu, exterminou-o e consagrou os despojos das suas cidades…” (Parashat Chukat, Perek 21, 3). Tal fato nos mostra que todo o pensamento de Amalek estava equivocado. Os atos são mais importantes que a intenção – Ikar hu hamaassê.

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