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Ki Tissá – por Rav Netanel Tzippel

11.03.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

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Quando Moshe Rabeinu estava no Monte Sinai e recebeu as tábuas da lei, D’us lhe disse para descer a caminho do povo pois eles haviam pecado. Moshe desceu da montanha e encontrou o povo de Israel festejando ao redor de um bezerro de ouro. Naquele momento, Moshe decidiu quebrar as tábuas da lei por causa deste pecado. Na continuação, Moshe pega o bezerro de ouro, o queima, moe as suas brazas e as joga na água. Esta água, Moshe dá ao povo para que bebam. Nos explicadores da Torá, encontramos alguns motivos para o pecado do bezerro de ouro. O comum na maior parte destas explicações, é que o povo queria servir a D’us de uma forma mais concreta. Como já escrevemos, logo depois desta tragédia do pecado do “bezerro de ouro”, D’us fala a Moshe que vá junto a seu povo pois ele pecou como está escrito na Torá: “Sairam bem rápido do caminho que lhes ordenei…”. O Midrash traz duas opiniões sobre o momento em que o povo sai do caminho. Segundo a primeira opinião, nem durante um dia sequer o povo de Israel se manteve verdadeiramente no caminho de D’us, mesmo durante o ato que se passou no Monte Sinai na hora do recebimento da Torá, eles falaram “faremos” porém em seus corações estavam voltados às idolatrias.
Os ‘rabinos da ética’ fizeram um paralelo desta história a uma pessoa que está interessada em comprar uma grande carga de tecidos de lã. Ele quer checá-la e verificar se realmente é de boa qualidade e forte. Esta pessoa está preocupada com os enganadores que querem vender uma mercadoria estragada e velha, às custas dos compradores. Como esta pessoa pode realmente verificar se o que ele está comprando são tecidos bons e valiosos? A forma mais simples seria checar se esta mecadoria pode ser guardada por um tempo relativamente grande, dias ou anos – e se manter com boa aparência. Quando ele souber o prazo de ‘validade’ do produto, ele saberá também avaliar sua qualidade…
Da mesma forma é conosco. Somente depois de estarmos seguros de que uma determinada conduta ou ato é realmente adequado e seu bem é duradouro estaremos no caminho correto. Conversas que estão muitas vezes repletas de lashon hará (conversas indevidas sobre a vida alheia), não têm base existencial e acabarão por gerar discução e briga, para no final desaparecerem. Em contraposição, cumprir alguma mitzvá (mandamento) ou rezar do fundo do coração, cria uma base que fortalece a ligação entre nós e o Criador do mundo – está é a prova de que este ato é correto e bom.
Isso vem explicar a opinião tão severa que traz o Midrash, que mesmo quando o povo de Israel estava aos pés do Monte Sinai, estavam pensando em idolatria. Naquela hora, por terem pecado tão rapidamente com o bezerro de ouro, indica que seu alto nível no recebimento da Torá era ‘falso’. Não há dúvida de que cada pessoa deve verificar sempre checando os seus atos, se são puros e limpos ou seus atos não condizem com seus pesamentos. Assim escreveu o Rei Salomão, o mais sábios dentre os homens: “mantenha sempre suas roupas brancas” – ou seja, você deve verificar sempre a pureza e a limpeza de seus atos, e que eles o levam a um objetivo, um conserto de suas virtudes e a aproximação a D’us.

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