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Keriat HaTorá – por Rav Benjamin Zagury

29.12.10  |   Halachot  |  Marcella Becker

BS”D

Moshé decretou que devemos ler na Torá no shabat, em yom tov, rosh chodesh, chol hamoed e nas segundas e quintas feiras. Assim, nunca ficamos três dias sem ler na Torá.

A ordem de quem lê na Torá é sempre Cohen, Levy e Israel. Mesmo que o Cohen ou o Levy queiram abrir mão desta honra, eles não podem, pois isto poderia causar discuções na sinagoga, para disputar quem merece ser chamado primeiro.

 Sem Cohen na sinagoga

Caso não haja cohen, devemos chamar o maior em sabedoria. Neste caso, quando o chamamos para ler na torá, devemos falar “bimkom cohen” (“no lugar do cohen”), para que não pensem que ele é cohen. Além disso, depois deste não podemos chamar o levy, para que não pensem que o primeiro era cohen.

Se o Cohen entra na sinagoga no meio, depois do israel já ter recitado Barechu, o Cohen repete o Barechu e o Israel espera na bimá até o shlishi. Se o Israel já começou a brachá, mesmo que o Cohen chegue, ele não deve interromper. Neste caso, não podemos chamar o Cohen depois do Israel, pois os presentes poderiam pensar que ele não é Cohen.

Caso o Cohen esteja no meio do Shemá Israel, devemos chamar um Israel em seu lugar. O mesmo se aplica caso o Cohen não esteja jejuando em um dia de jejum.

Se o Cohen estiver enlutado, e não houver outro, é permitido chamá-lo, porém é preferencial que este saia da sinagoga antes da leitura para não ser chamado.

Sem Levy na sinagoga

 Se não houver Levy, o mesmo Cohen deve ler duas vezes, pois se chamássemos outro Cohen, os presentes poderiam pensar que o primeiro ou o segundo não era Cohen e por este motivo chamaram outro. Não podemos também chamar um Israel, pois pensariam que ele é Levy.

Chamar mais de um Cohen ou mais de um Levy

Não podemos também chamar dois leviim seguidos para que não pensem que um deles é inválido. Assim como não podemos chamar dois cohanim seguidos, como citado acima.

O Shulchan Aruch permite que sejam chamados dois cohanim ou dois leviim seguidos com um Israel no meio, tomando cuidado para pronunciar no segundo “af al pi shehu cohen” (mesmo que ele é Cohen) pois somando esta frase com a interrupção do Israel, não há risco de pensarem que um deles é inválido (assim costumam os sefaradim).

Já o Remá (para os ashkenazim) sustenta que não se costuma chamar outro Cohen ou Levy dentro nos sete primeiros. Somente num caso de grande necessidade podemos nos apoiar na idéia do Shulchan Aruch. Neste caso, após chamar o Cohen, devemos chamar novamente um Levy e um Israel, mantendo esta ordem.

Se chamaram um Cohen ou um Levy por engano (ou seja, no meio dos sete), se possível, este deve esperar na bimá até finalizar a leitura dos sete primeiros.

A Mishná Berurá escreve que o costume hoje é que mesmo após os sete não chamamos um Cohen ou Levy a não ser para o último ou  para o maftir.

Se chamarem um Cohen ou um Levy que não está presente

Se chamarem um Cohen ou Levy que não está presente no momento, não podemos chamar outra pessoa em seu lugar, pois pode parecer que o Cohen/Levy chamado não é realmente Cohen/Levy. Assim, deve se levantar alguém e subir sem ser chamado.

 

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