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Israel

BS”D

Israel é um país situado na margem oriental do Mar Mediterrâneo que faz fronteiras com o Líbano ao norte, Síria, Jordânia e Cisjordânia ao leste, Egito e Gaza no sudoeste. É o único Estado do mundo predominantemente judeu, com uma população de cerca de 7,5 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 5,62 milhões são judeus, B”H. Outros grupos religiosos incluem muçulmanos, cristãos, drusos, samaritanos armênios e outros. E também o único país democrático do Oriente Médio, onde todas as representações têm voz no Knesset (parlamento).

“E disse o Eterno a Abrão: “Anda, de tua terra e de tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostarei. E farei de ti uma grande nação, e abençorate-ei, e engrandecerei teu nome, e serás uma benção. (…)”. E sairam para ir a terra de Canaã; e chegaram a terra de Canaã. E apareceu o Eterno a Abrão, e lhe disse: “A tua semente darei esta terra”. (Bereshit 12 1-2 e 7)”

“Abrão habitou na terra de Canaã e Lot habitou nas cidades de Kicar (…). E o eterno disse a Abrão, depois de separar-se Lot dele: “Alça agora teus olhos e olha desde o lugar onde tú estás, para o norte, e para o sul, oriente e ocidente, porque toda a terra que tu vês, a ti darei e à tua semente para sempre(…)” (Bereshit 13 12 e 14-15)

Estas são apenas as primeiras promessas que D´s fez a Am Israel sobre a terra de Israel. Existem várias outras na nossa Torá. Até mesmo por isso, mesmo após a destruição do Segundo Beit Hamikdash e a dispersão do Povo pelo mundo, a presença judaica naquela terra continuou sendo constante, mesmo em pequeno número em determinados e estreitos intervalos de tempo.

Durante os séculos XII e XIII, houve um pequeno, mas constante movimento de imigrantes judeus para a região, especialmente vindos do Norte de África. Após o Decreto de Alhambra –  decreto régio promulgado pelos Reis católicos Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão, ordenava a expulsão ou conversão forçada da população judaica da Espanha. Foi escrito por Juan de Coloma, o secretário real, e assinado em Alhambra, Granada, em 30 de março de 1942 – muitos judeus expulsos de Espanha partiram para Israel.

Durante o domínio Otomano, a região tornou-se uma província esquecida do Império, declinando em população devido à extrema pobreza, abandono, impostos exorbitantes, doença e falta de segurança. Em 1777, judeus europeus começaram a voltar à região, juntando-se à pequena comunidade sefardita local. Vinte anos depois, a população judaica chegava aos três milhares, vivendo sobretudo nas Quatro Cidades Sagradas: Ierushalaim, Hevron, Sfat e Tveria.

Theodor Herzl foi creditado como o fundador do sionismo político. Em 1896, Herzl publicou Der Judenstaat (“O Estado Judeu”), em que descreve sua visão de um futuro Estado judeu. apenas dois anos após o “Caso Dreyfus” (em que o general Alfred Dreyfus, mesmo inocente, foi condenado de espionar para a Alemanha. Sua acusação se deu por motivos judeófobos, caracterizados em seu ‘julgamento’). Neste momento, Herzl percebeu que os judeus só teriam paz e se livrariam das perseguições se tivessem sua própria pátria.

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A 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores, Arthur Balfour emitiu o que ficou conhecido como a Declaração de Balfour, em que dizia: “O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…”.

A utilização do termo “lar nacional” alarmou os árabes e esta oposição causou os distúrbios de 1920. Os discursos da liderança religiosa árabe local incitavam as multidões de muçulmanos a atacarem os judeus. Foram quatro dias em que os árabes atacaram os judeus e os britânicos cruzaram os braços, fazendo com que os judeus criassem a Haganah (“a Defesa”, em hebraico), da qual mais tarde se separaram os grupos Irgun e Lehi. Dois anos depois, a Liga das Nações concedeu ao Reino Unido o mandato na Palestina. Um ano antes, os britânicos já sujeitavam a imigração judaica a quotas e a maioria do território designado para o estado judaico foi alocado à Transjordânia, por sinal, um presente do Mandato Britãnico aos árabes. Mesmo sob estas condições adversas, de 1919 a 1929, entraram na Palestina 100 mil judeus.

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A ascensão do nazismo na década de 1930 levou 250 mil judeus para Israel, levando os britânicos a novamente conter a imigração judaica, desta vez através do Livro Branco de 1939. No início de 1947, o governo britânico decidiu acabar com o Mandato, se declarando incapaz de chegar a uma solução aceitável para ambos os lados, árabes e judeus.

A recém-criada Organização das Nações Unidas recomendou a aplicação do Plano de partição da Palestina, aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu. Mesmo com território inferior aos árabes, a Agência Judaica aceitou o plano, enquanto a Alta Comissão Árabe rejeitou-o. Em 14 de maio de 1948, a Agência Judaica proclamou a independência, nomeando o país de Israel. No dia seguinte, cinco países da Liga Árabe, Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, apoiados pela Arábia Saudita e pelo Iêmen, invadiram o recém criado país, que por sinal, venceu a batalha.

Hoje, Israel é um dos países mais desenvolvidos do mundo em todas as áreas. Isto por si só já mostra que a criação do Estado Judeu de Israel foi um grande e revelado milagre Divino.

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