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Hoshaná Rabá

29.12.10  |   Chaguim  |  Marcella Becker

Após os dias de Sucot, marcadamente alegres, nos aproximamos do grande momento, do dia chamado “Hoshaná Rabá”, mas qual o motivo deste nome?
Durante a festa de Sucot, acrescentamos um trecho à reza matutina, em que, munidos das “quatro espécies”, recitamos diversas vezes a expressão “Hoshá ná” – (HASHEM) nos ampare, por favor. No dia de Hoshaná Rabá, acrescentamos um número maior de parágrafos a este trecho, e a palavra “Rabá” seria traduzida como “extensa” – o dia em que fazemos mais Hoshanot.
Rabenu Bechayei – que escreveu um livro com explicações acerca de todo o Chumash e faleceu no ano de 1340 – comentou que o dia de Hoshaná Rabá coincide, todo ano, com o vigésimo sexto dia após a criação do universo, ocorrida no dia 25 de Elul. Vinte e seis constitui o valor numérico do nome de HASHEM, e, por isso, este número é chamado de Rabá – Grandioso, o que caracteriza mais um motivo para o nome do dia em questão.
Outra explicação para este nome é dada pelo Bem Yish Chai (Rabi Yossef Chaim mi’Bagdad, que faleceu no ano de 1909): O dia de Hoshaná Rabá sempre incide 51 dias após o primeiro dia do mês de Elul, data que marca o início de nossos esforços para voltar em Teshuvá de maneira mais acentuada, em que pedimos à HASHEM “hoshá ná” – nos ampare, por favor, no dia “Norá ve’Ayom” (Temível) de Rosh ha’Shaná. O acróstico de “Norá ve’Ayom” é , ou seja, 51.
Este dia é grandioso e especial também por representar o selo do julgamento para cada um do povo de Israel, o que é atestado pelo Zohar ha’Kadosh, quando este nos diz que todo e qualquer decreto de HASHEM possui um selo interior e um exterior; HASHEM sela os decretos interiormente no dia de Yom Kipur, mas só o faz exteriormente à meia-noite de Hoshaná Rabá. Este fato se assemelha à um contrato, que após ser assinado pelas partes interessadas e pelas testemunhas, é enviado ao local onde será utilizado, mas não antes de ser legitimado, com suas assinaturas devidamente reconhecidas e, além disso, tendo seu envio assinado pelos mesmos signatários de seu texto. Assim, o dia de Hoshaná Rabá é chamado de o dia em que os decretos são enviados – selados interna e externamente, para que tenham valor e passem a valer nesse próximo ano. Por isso nossos sábios nos alertam a nos fortificar em Teshuvá também até este dia, uma vez que é mais fácil anular um decreto antes dele entrar em vigor.
Nossos sábiso frisaram, ainda, no Midrash: “Disse HASHEM para Avraham: EU Sou Único e você é único – darei, então, a seus filhos uma chance única de serem perdoados de seus pecados, o dia de Hoshaná Rabá” – HASHEM disse, então, a Avraham que se não obtivermos a expiação completa de nossos pecados em Rash ha’Shaná e mesmo que percamos esta oportunidade em Yom Kipur, haverá uma chance única em Hoshaná Rabá. Para responder a questão do porquê desta garantia ter sido dada a Avraham e não aos outros patriarcas, Yitzchak e Yaakov, os explicadores nos indicam que a “luz de Avraham” começou a brilhar após 21 gerações, desde a criação do mundo; assim, o povo de Israel ganha esta nova “luz” 21 dias após o dia do julgamento, em Rosh ha’Shaná, um dia em que conseguimos nos iluminar o suficiente para que sejamos vitoriosos no julgamento. Por isso, aumentamos em Tefilot e pedidos de piedade no momento em que nosso veredito é “selado” e que os decretos entram em vigor.
Esta é fonte do costume de abençoarmos uns aos outros neste período com “um bom envio” (“Pitka Tava”).

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