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Halachot de Chanuká – por Rav Benjamin Zagury

04.01.11  |   Halachot  |  Marcella Becker

BS”D

Data e horário

A chanukiá deve ser acesa no horário da saída das estrelas (neste ano, a partir das 20:03h) e deve permanecer acesa por, no mínimo, 30 minutos.

Caso já tenha passado o horário da saída das estrelas, ainda podemos acender as velas por todo o tempo em que ainda há pessoas circulando e que vejam a chanukiá, lembrando o milagre. Assim, há quem diga que pode ser acesa até por volta das 21h e há quem diga, até meia-noite. De qualquer forma, enquanto os familiares estiverem acordados, mesmo que já tenha passado deste horário, podemos acender com brachá. Caso já tenham ido dormir devemos acender sem brachá.

Localização da chanukiá

            O costume é de acender na porta, do lado esquerdo, para que fiquemos cercados de mitsvót: a mezuzá na direita e chanukiá na esquerda.

            Hoje em dia, como a maioria das pessoas moram em apartamentos, é bom acendermos numa janela, para espalhar o milagre para os moradores dos prédios vizinhos.

            O mais correto é que ela seja acesa em uma altura acima de 30cm e abaixo de 80cm.

Quem deve acender

            O costume ashkenazi, é que todos os participantes acendam, cada um a sua própria chanukiá, com exceção da esposa e filhas, que cumprem a mitsvá através do acendimento do marido/pai. Já os sefaradim costumam que somente o dono da casa acende por todos. Mas se a mulher morar sozinha, ela mesma acende com brachá..

            O acendimento das velas feito na sinagoga é somente para espalhar o milagre, não isentando ninguém de acender em casa.

Visita

            Mesmo fora de casa, não estamos isentos da mitsvá. Os askenazim acendem normalmente, onde quer que estejam.

Já os sefaradim, se sua esposa/marido ou seus pais acendem em sua casa, este já cumpre a mitsvá através deles e não precisa acender. Se quiser acender, deverá fazê-lo sem brachá. Caso ninguém acenda para ele em sua casa e está hospedado, comendo e dormindo na casa de outra família, também cumpre a mitsvá através do acendimento do dono da casa.

Como deve ser acesa e que brachót recitamos

            A obrigação é de acendermos uma vela a cada dia, porém costumamos embelezar a mitsvá começando com uma vela e acrescentando uma a cada dia.

            Após ter acendido o shamash, antes de acender as velas, recita-se as brachot abaixo. No primeiro dia, as três. Nos demais dias, somente as duas primeiras. Depois das brachot devemos acender com o shamash as demais velas.

As brachót são:

  1. Baruch atá ad-nai elo-heinu melech haolam asher kideshanu bemitsvotav vetsivanu lehadlik ner shel chanuká.
  2. Baruch atá ad-nai elo-heinu melech haolam sheassá nissim laavoteinu baiamim hahem bazeman haze.
  3. Baruch atá ad-nai elo-heinu melech haolam shehechianu vekiemanu vehiguianu lazeman haze.

            As brachót devem ser recitadas antes de começarmos a acender e a reza de “hanerot halalu…” só pode ser iniciada depois de acendermos a primeira vela da chanukiá (além do shamash).

            A primeira vela deve ser colocada na extremidade direita, a segunda (do segundo dia) a sua esquerda e assim por diante.

Já o acendimento, deve começar pela vela que foi acrescentada no dia, acendendo da esquerda para a direita.

            Costumamos ficar perto da chanukiá por um tempo.

 

Shabat

            Na véspera de shabat devemos acender primeiramente as velas de chanuká e somente depois disso, acendemos as velas de shabat. Deve-se tomar cuidado para acender antes do horário do shabat, pois, passando do horário, é proibido acendê-la.

            Uma vez que na véspera de shabat as velas de chanuká são acesas bem antes do horário da saída das estrelas, elas devem ter uma duração de pelo menos uma hora e meia.

            Na saída do shabat (sábado a noite), devemos acender as velas somente após o término do shabat. Em nossas casas, devemos fazer a havdalá e depois acender a chanukiá (há quem sustente o contrário).

 

Detalhes sobre o acendimento

            A mitsvá é de acendermos velas que possam permanecer acesas por um tempo mínimo de meia hora. Assim, é aconselhável que acendamos velas de pelo menos 1 hora. Se em menos de meia hora a vela apagou por algum motivo, ainda assim foi cumprida a mitsvá. Mesmo assim, é correto que seja acesa novamente, sem brachá.

Caso a chanukiá não tenha sido colocada, inicialmente, num local em que poderia ficar acesa por meia hora, como na frente de uma janela onde está ventando, se ela apagar, deve-se obrigatoriamente reacendê-la, sem brachá, pois é como se tivesse acendido uma chanukiá com pouco óleo. Por esse motivo, mesmo se fecharem as janelas antes das velas apagarem, ainda assim deve ser reacesa.

            A chanukiá deve ser acesa no lugar em que permanecerá até apagar. Após acesa, ela não poderá ser movimentada.

            Não podemos acender uma vela da chanukiá a partir do fogo de outra. Assim, se apagar o shamash, não podemos acendê-lo numa das velas da chanukiá.

Proibição de ter proveito

            Costumamos acender uma vela a mais (shamash). O motivo desta vela é a proibição de termos proveito da luz das velas da chanukiá. Assim, acrescentamos uma vela a mais para termos proveito da luz desta vela e não da luz da chanukiá.

 

Costumes e halachót

            As mulheres costumam não fazer trabalhos durante a primeira meia hora em que as velas estão acesas.

            As refeições de chanuká são opcionais, ou seja, não temos uma obrigação (mitsvá). Por outro lado, se fizermos refeições com agradecimento para D’s, com músicas e palavras de torá, com certeza estas se tornarão uma mitsvá.

            Acrescentamos na amidá e no birkat hamazon o trexo “al hanissim…”. Quem esquecer, não volta.

            Devemos também dizer o Halel todos os dias de chanuká, agradecendo a D’s pelo milagre.

Chanuka Sameach!!

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