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Halachot Chazará

17.12.10  |   Halachot  |  Marcella Becker

por Rav Benjamin Zagury

Após a finalização da amidá, devemos esperar no lugar onde paramos após os três passos para trás, até o chazan começar a repetição da amidá (chamada de chazará), e só voltamos para frente na hora do nakdishach (parte que é dita na chazará, logo após a brachá de hakel hakadosh, na qual santificamos a D’s).

Se quando o chazan começar a chazará, ainda estivermos no meio de nossa amidá em voz baixa, não podemos interrompê-la, nem mesmo para responder amen ou nakdishach. Devemos continuar nossa reza em voz baixa normalmente e sem pressa! Quando o chazan chegar no nakdishach, devemos parar nossa reza, em silêncio ouvir as palavras do chazan (sem responder) e depois, continuar nossa reza normalmente. Esta é uma das regras da Torá – “shomea keone” (a pessoa que ouve é como se estivesse falando).

Mas resta uma pergunta: se todos já rezaram a amidá em voz baixa, por que o chazan repete exatamente a mesma reza em voz alta? 

O motivo simples: é que antigamente não havia muitos livros e nem todos sabiam a reza de cor. Portanto, foi decretado que se repetisse a amidá, para que as pessoas que não sabem de cor possam cumprir a mitsvá através da regra citada acima (shomea keone).

Assim, sempre que não sabemos, ou se por algum motivo não podemos fazer uma bracha de mitsvá, podemos ouvir a de outra pessoa que esteja fazendo a mesma, com a condição de que a pessoa esteja pensando em dizer a brachá pelos outros que a estiverem ouvindo e que os ouvintes pensem em cumprir a mitsvá através dela. Por isso, no kidush de shabat, uma vez que só uma pessoa tem um copo com 86 ml de vinho, este fará o kidush por todos que estiverem ouvindo com as intenções citadas acima.

Porém, atualmente temos sidurim e todos podem rezar através deles. Os que não conseguem rezar nem mesmo através do sidur, dificilmente sabem ter a intenção correta para cumprir a mitsvá através do chazan. Além disso, a pessoa deve ficar em silêncio durante toda a repetição da amidá, respondendo devidamente o amen, o que infelizmente também não acontece. Sendo assim, o motivo simples desta repetição praticamente não se aplica.

O Ben Ish Chai (Rabino Yossef Chaim) traz uma explicação muito mais profunda para esta repetição. Ele explica que a chazará (repetição da amidá) é mais elevada do que a própria amidá que dizemos em silêncio, pois só se repete a amidá quando há um minian. Além disso, a amidá individual deve ser feita em voz baixa, para que nossa reza não seja atrapalhada por forças espirituais negativas, já a chazará é tão elevada que pode ser feita até mesmo em voz alta. Ele explica que a chazará serve para consertar tudo o que foi feito na reza individual, porém, chegando num nivel ainda mais alto.

Devido a importância da chazará, não podemos conversar na hora da mesma e até mesmo estudar torá neste momento é proibido. Neste momento, devemos nos concentrar e responder devidamente: Baruch Hu ubaruch shemo (Bendito seja Ele e Bendito é Seu Nome) – quando ouvirmos o chazan pronunciando o nome de D’s nas brachót e amen – quando finalizar as brachót.

Se tiver chance de não haver nove pessoas respondendo a chazará, o chazan corre o risco de estar dizendo o nome de D’s em vão nas brachót. Por isso, em caso de dúvida, o chazan deve pensar que se não houver nove pessoas respondendo amen, que sua reza seja como um presente para D’s (tefilát nedavá). Caso seja muito provável não haver nove pessoas respondendo, é melhor rezar uma só amidá, onde o chazan diz as três primeiras brachót em voz alta, para podermos responder nakdishach.

Rezar com minian significa começar a amidá junto com todos. Caso a pessoa chegue atrasada e não consiga começar junto com o tsibur, este não deve começar no meio da amidá de todos, mas sim, esperar que todos terminem e rezar sua amidá em voz baixa junto com a amidá que o chazan diz em voz alta, pois de acordo com algumas idéias, isto também é considerado rezar com minian.

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