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Halachot Amidá

17.12.10  |   Halachot  |  administrador

Nesta semana falaremos sobre a reza mais importante do sidur, na qual estamos mais próximos de D’s: a Amidá.
Esta reza é tão importante a ponto de estar escrito na Mishná que não podemos interrompê-la, nem mesmo para falar com um rei ou até mesmo se uma cobra estiver subindo em nosso calcanhar (obviamente, em casos em que não há risco de vida).
Quando uma pessoa está rezando a amidá, a presença divina está a sua frente, de modo que é proibido passar na frente desta pessoa numa distância de 2 metros. Outro motivo para tal é para não atrapalhar sua concentração. Sendo assim, é claro que não podemos conversar próximo a uma pessoa que está rezando a amidá.
Logo após o término da brachá final do Shemá devemos iniciar a amidá, sem interrupções, pois a brachá final do Shemá se trata da salvação de nosso povo e é importante juntarmos isso à reza (amidá).
A amidá deve ser feita com os pés juntos, assim, nos igualamos aos anjos. Devemos rezar em voz baixa (não somente em pensamento, devemos mexer os lábios).
Deve-se rezar em direção à Jerusalém, de modo que todos os judeus do mundo rezem em direção ao mesmo lugar. Se não souber para que direção rezar, deverá pensar que está virado em direção a Jerusalém.
Antes de começarmos, costumamos dar três passos para trás e três para frente, retornando ao local inicial.
A primeira frase que dizemos é “Hashem sefatai tiftach…”, onde pedimos a D’s que abra nossos lábios, para que possamos rezar. Assim, já começamos reconhecendo que tudo vem de D’s, até mesmo o abrir de nossa boca para que possamos falar.
Na amidá nos curvamos quatro vezes.
1. No início da primeira brachá (Baruch Atá Hashem…)
2. No final da primeira brachá (Baruch Atá Hashem maguen Avraham)
3. No Modim (Modim anachnu lach…)
4. Na brachá posterior ao modim (Baruch Atá Hashem hatov shimchá ulechá nae lehodot)
Quando finalizamos a amidá, damos três passos para trás e falamos “osse shalom…” se curvando para a esquerda, para a direita e para frente. Estes três passos para trás devem começar com o pé esquerdo.
Após estes passos devemos esperar o chazan voltar a amidá e só na hora do nakdishach voltamos para frente.
A amidá se divide em três partes: louvores, pedidos e agradecimentos. Esta reza contem 19 bênçãos.
A amidá que fazemos na reza da manhã, da tarde e da noite são iguais. Mas por que rezar sempre a mesma reza?
A resposta é que se só fizessemos a reza de nosso coração, muitas vezes não rezaríamos e mesmo quando rezássemos, seria uma reza egoísta, pedindo somente por nós e nossas famílias. Além disso, não nos veríamos como partes de um só povo, não pediríamos pela vinda de Mashiach, pela volta de nosso povo para nossa terra e pela volta de nosso povo às suas raizes – ao cumprimento da torá.
Assim, nossos sábios fixaram uma reza com todos estes pedidos que visam o todo: toda a reza está no plural, pedindo por todos e muitos dos pedidos ligados ao nosso povo e à redenção final.
Porém, ainda assim, temos a necessidade de também rezarmos rezas que expressem o desejo de nossos próprios corações, mesmo em nossa língua mãe. Essas rezas podem ser recitadas a qualquer momento do dia, mas também, no meio da amidá existem dois momentos onde podemos expressar nossos pedidos em português. O primeiro, no meio da brachá que é finalizada com “shomea tefilá” e a segunda, no final da amidá depois de recitar o segundo “ihiu leratson imrei fi…” após os pedidos, devemos recitar mais uma terceira vez o “ihiu leratson imrei fi…” e dizer o “osse shalom…”
De qualquer forma, é interessante notar que todos os nossos pedidos estão contidos na amidá: sabedoria, teshuvá, desculpas, salvação de nossos problemas, cura de doenças, sustento… e muitos outros de forma que pedimos por todos os aspectos de nossas vidas.
A reza é um trabalho do coração, por isso é muito importante entendermos o que rezamos. Para a pessoa cumprir a obrigação de rezar a amidá, é importante que no mínimo na primeira brachá haja entendimento.
Para finalizar gostaria de trazer algumas dicas para nos concentrarmos mais na hora da reza.
1. É importante que, antes de começar a rezar, a pessoa reflita sobre o fato de estar se posicionando agora, frente a frente com D’s, e que fiquemos felizes que temos esta oportunidade, apesar de todos os nossos erros e defeitos.
2. Para facilitar a concentração, é bom rezar no sidur palavra por palavra ou de cor com os olhos fechados, porém nunca com os olhos abertos.
3. Há quem costume se balançar na hora da reza, para rezar a D’s com todo o nosso corpo, porém isso não é uma obrigação e cada um deve fazer da forma que mais lhe ajudará a ter cavaná (intenção).
4. Devemos olhar a amidá como um conjunto de brachot pequenas e pensar sobre o assunto de cada bênção antes de proferi-la, é mais facil ter intenção em uma pequena brachá do que numa grande reza.

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