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Ekev – por Rav Netanel Tzippel

27.02.11  |   Parasha  |  Marcella Becker

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Uma das Mitsvot mais importantes que temos é aquela que é chamada de um sinal entre o Povo de Israel e HASHEM, a mitsvá de Tefilin. Todos os dias, exceto Shabatot e Yamim Tovim, cada judeu é obrigado a cumprir esta obrigação, que é dividida em duas partes: a colocação do Tefilin no braço e na cabeça. Esta é, também, uma mitsvá repleta de detalhes e particularidades. Deve-se, por exemplo, ter grande cuidado em escrever a mão as Parashiot do Tefilin, e no trabalho manual que resulta na confecção das caixas e faixas do Tefilin – o que nos leva a grande importância dessa mitsvá. Todos nós sabemos que a ordem desta mitsvá é a seguinte: Iniciamos colocando o Tefilin do braço e, antes de terminarmos essa parte – antes de enrolarmos as faixas do Tefilin na mão e nos dedos – colocamos o Tefilin da cabeça, só então retornando para finalizar a parte restante. Resta saber, contudo, o motivo de postergarmos o término do enrolamento do Tefilin do braço em prol do início da colocação do Tefilin da cabeça.
Nossos sábios explicam que o judaísmo se divide em duas bases, de igual importância: sua parte teórica – o conhecimento, estudo e compreensão da Torá e das Mitsvot – e sua parte prática – o cumprimento destas mitsvot. Sem dúvida alguma, o estudo da Torá é uma mitsvá de valor imensurável, mas só isso não basta! Devemos não só saber, mas também fazer, agir da maneira certa.
Por isso, a mitsvá do Tefilin é dividida em duas partes: O tefilin do braço, que simboliza o cumprimento das Mitsvot, e o da cabeça, que representa o estudo e a compreensão de nossa Torá. Esta mitsvá também nos fornece um ensinamento básico do judaísmo: uma dessas duas partes anteriormente descritas não basta para que nos tornemos pessoas plenas, os dois devem caminhar juntos, e da melhor maneira possível.
Em casos de exceção, quando uma pessoa só tem o tefilin do braço ou o da cabeça, a lei judaica diz que é preferível colocar este que essa pessoa tem, mas cumprindo somente parte da mitsvá. Quando uma pessoa não consegue cumprir uma determinada mitsvá, deve ao menos se esforçar para compreendê-la por completo, mas não a estará cumprindo por inteira, obviamente. Em caso contrário, quando não temos a capacidade de compreender a fundo certa mitsvá, devemos cumpri-la da melhor forma possível, e, aos poucos, conseguimos dominar o tema. Claro que o ideal é o cumprimento dessas duas partes juntas, com total compreensão e cumprimento de cada particularidade das mitsvot.
E assim é a ordem do tefilin: Inicialmente colocamos o tefilin do braço, que demonstra o prinicípio da ação, o cumprimento das mitsvot na prática, mesmo que não saibamos, ainda, o motivo. Logo após, iniciamos, mesmo antes do término da primeira fase, nos esforçamos para maior compreensão das leis do judaísmo; colocamos o Tefilin da cabeça. E, finalmente, retornamos ao teflilin do braço, demonstrando que mesmo que não consigamos alcançar toda a sabedoria imbuída em cada Mitsvá, devemos cumpri-las com todo o nosso coração – e, por isso, voltamos ao tefilin do braço! O desafio compreendido no total entendimento de nossas Mitsvot é muito importante, mas não pode causar um déficit no cumprimento das mesmas até que obtenhamos tal noção. Mesmo sem entender totalmente nossas Mitsvot, devemos nos esforçar para cumpri-las, por terem sido ordenadas diretamente pelo CRIADOR – não há dúvidas que essas explicações um dia virão e esclarecerão todas as nossas dúvidas.

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