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Chanuká – por Rav Netanel Tzippel

29.12.10  |   Chaguim  |  Marcella Becker

BS”D

Chanuká também é chamado de “A festa das luzes” devido ao acendimento das velas a cada noite em lembrança ao milagre que aconteceu aos Hashmonaim no ano de 167 a.e.c.. Eles libertaram o Beith Hamikdash do governo helenista, porém não havia azeite puro para o acendimento das velas da menorá (candelabro de sete braços). Até que inesperadamente encontraram um pequeno pote de azeite lacrado, e com ele acenderam a menorá no Beith Hamikdash. Neste pote havia uma quantidade de azeite suficiente para somente um dia, então aconteceu um milagre e as velas se mantiveram acesas por oito dias.

O Rabino Yossef Karo que compôs o livro “Shulchan Aruch” (o livro de leis judaicas) fez uma pergunta interessante que se tornou famosa. Por que se comemora este milagre por oito dias? Ao acendermos as velas da chanikiá, nós comemoramos o milagre de um pote que deveria render um dia e rendeu 8, então o milagre foi de 7 dias! Por que não comemoramos somente por sete dias?

Centenas, ou talvez milhares de respostas já foram compostas para explicar este problema.

O Saba de Kelem ztza”l, um dos rabinos da ética (baalei Hamussar), também deu uma resposta a esta pergunta, e assim disse: Todos sabem que o ser humano tende a se impressionar com um fato o qual ainda não conhecia ou nunca tinha visto, porém não nos impressionamos e damos importância a fatos aos quais temos contato constantemente – esta é a norma entre homens.

Assim ele explicou o um versículo do livro de Salmos de David: “Gostei pois D’us ouvirá minha voz em súplicas…” Normalmente, quando uma pessoa passa por alguma dificuldade e sai ileso dela, ele diz rapidamente que seria melhor caso nem houvesse passado por este problema. Preferível que não acontecesse nada… Em contraposição, o rei David disse, depois de ter passado ileso por dezenas de problemas, apesar do sofrimento passado, supliquei e chamei por ajuda de D’us – então não acho que seria preferível caso não tivesse passado por estes problemas porque somente com a ajuda de D’us para sair destas situações, foi possível ver a grandeza de D’us e suas formas de salvar. Somente quando passei por este problema específico e rezei, fui salvo e pude ver quantos milagres D’us faz a cada momento.

Conosco acontece o mesmo. Com o passar do tempo nos acostumamos que o azeite tem a característica combustível, ou seja manter um fogo aceso – fato que podemos constatar quase ue diariamente, por isso já não o vemos como algo especial e lhe damos importância ou nos impressionamos com ele. Porém quando vemos que uma quantidade tão ínfima de azeite se mantém aceso por oito dias, todos se impressionam e se emocionam. Ao pensar nisto, entendemos que tudo vem de D’us! Pois da mesma forma com que D’us ‘ordena’ ao azeite manter a chama, Ele pode ‘ordenar’ uma quantia pequena de azeite que ‘pode durar somente um dia’, que se mantenha aceso por oito dias.

Concluimos disto que no primeiro dia do acendimento também se passou um milagre, pois quando viram o azeite render mais um dia – pensaram sobre o tamanho do milagre e entenderam a grandeza do milagre cotidiano: D’us é quem dá a ordem para o azeite queimar…

Quanto temos que agradecer a D’us pelos tantos milagres de nosso dia a dia…

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